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SUSAM relata atendimento à mãe e filha de Manacapuru mortas na Ana Braga

O corpo de Valdizia de Lima Praia e de sua filha recém nascida, vítimas de complicações na gestação aos oito meses, fato ocorrido na nesta sexta-feira, 10/01, na Maternidade Ana Braga, foi sepultado na tarde deste sábado, no Cemitério de Manacapuru, localizado no km 07 da estrada AM 352.

Polêmica no caso

A família reclama de demora na transferência de Val para tratamento em Manaus, o que pode ter contribuído para o agravo do quadro de saúde da mãe gravida.

Comocionada a Mãe e Avó das vítima desabafou:

"Eu perdi minha neta no dia que eu estava fazendo aniversário e no outro dia perdi minha filha, essa é uma dor que eu não quero que nenhuma mãe sinta", dizia a mãe de Val em seu velório.

Em Nota a Secretaria de Saúde do Estado-SUSAN, se pronunciou sobre o caso

Secretária de Saúde do Estado O Hospital de Manacapuru é de gestão plena, sendo o gerenciamento responsabilidade do município. As transferências de unidades do interior para a capital são realizadas pelo Sistema de Transferências de Emergências Reguladas (Sister), por meio do qual a unidade municipal faz a solicitação. O hospital realizou a solicitação de transferência no sistema às 19h19, do dia 9/01. Às 20h01 foi dada a autorizacão, tempo em que a regulação identifica e prepara a unidade para receber a paciente. A entrada na Maternidade Ana Braga, em Manaus, foi às 21h42. A paciente chegou com quadro de doença hipertensiva em grávida grave, em convulsão. Foi atendida de imediato na urgência, onde foi constatado óbito fetal. Foi encaminhada posteriormente ao Centro Cirúrgico onde foi realizada a cesariana para a retirada do feto. A paciente foi encaminhada à UTI materna, porém não resistiu, vindo a óbito no dia 10, às 15h.

A Direção do Hospital Lázaro Reis também emitiu nota falando sobre o atendimento prestado à parturiente.

ESCLARECIMENTO A Direção do Hospital Lázaro Reis vem a público esclarecer sobre o ocorrido com a paciente Valdizia de Lima Praia que veio a óbito em Manaus. Informamos que a paciente deu entrada na unidade hospitalar, procedente de uma UBS onde aguardava consulta, apresentando picos hipertensivos. A paciente assim que chegou ao Hospital foi avaliada e internada para estabilização de quadro hipertensivo com DOENÇA HIPERTENSIVA EM GRÁVIDA GRAVE e neste quadro a paciente não poderia ser removida, haja visto o seu estado descompensado. Infelizmente a doença que a paciente apresentou, que é conhecida como doença hipertensiva da gravidez, é justamente onde o corpo da mulher grávida rejeita a criança e é agravada devido as convulsões. Prontamente detectado o estado de gravidade da paciente, foram realizados os procedimentos de estabilização da mesma e foi solicitado a regulação de um leito de UTI na capital através do Sistema de Regulação Estadual, onde o mesmo foi criado pela SUSAM, que restringe os municípios de encaminhar pacientes aos hospitais em Manaus sem que os devidos leitos estejam liberados pelo sistema. Durante todo o tempo em que a paciente aguardava a sua transferência, a mesma teve toda a assistência prestada pela equipe médica e de enfermagem, sendo transferida para a capital acompanhada de um médico, a partir do momento em que houve a liberação da entrada, pela emergência da Maternidade Ana Braga. Nos solidarizamos com a dor da família neste momento de perda, ressaltando que tudo o que estava ao alcance da equipe médica do Hospital Lázaro Reis, foi realizado para salvar as vidas da mãe e de seu filho. Informamos ainda, que a família tem todo o direito de acesso ao prontuário da paciente, onde consta toda a assistência prestada pela equipe desta unidade hospitalar até o momento da sua transferência para Manaus.

©2019 Portal de Notícias@.com / Por Adauto Silva

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