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Operação 'Fruto Proibido' apreende mais de 3 mil produtos falsificados no Centro de Manaus

Mais de 3,2 mil produtos falsificados foram apreendidos no Centro de Manaus, nesta quinta-feira (13/02), durante a Operação Fruto Proibido. A ação policial teve como objetivo tirar de circulação produtos falsificados das marcas Apple e Motorola, vendidos em Manaus.

A operação é resultado de parceria entre a Polícia Civil do Amazonas, Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon-AM), Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor e Ouvidoria – Procon Manaus (Semdec), Receita Federal e Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC). Segundo o delegado titular da Delegacia do Consumidor (Decon), Eduardo Paixão, as investigações tiveram início em novembro de 2019, após representantes da Apple e Motorola comparecerem à unidade policial e formalizarem denúncia sobre o comércio de produtos falsificados, sonegação e pirataria em estabelecimentos comerciais da capital. Ele disse que a prática é recorrente pelo amplo mercado consumidor desse tipo de produto.

"Fizemos um trabalho de inteligência e identificamos alguns pontos. Vários outros pontos estão aí remanescentes de outras operações. Então, de fato, falsificação recorrente, produto pirata, o contrabando recorrente simplesmente porque existe um mercado consumidor que não sabe dos riscos para a integridade da sua saúde e que o Código de Defesa do Consumidor não ampara nenhum direito quando a pessoa adquire esse produto falsificado no mercado", disse. Durante os trabalhos, dez lojas foram fiscalizadas e 3.200 produtos falsificados das marcas mencionadas, entre eles, carregadores, capas de celulares, fones de ouvido e selos de autenticidade, foram apreendidos. As lojas também foram autuadas administrativamente pelos agentes da Receita Federal e Procons.

"Muitos desses produtos são vendidos como originais e aí que está a grande questão. E ainda podendo estar em lojas de renome da cidade. A olho nu, o consumidor não consegue identificar que este é um produto falsificado, contrabandeado, fruto de pirataria", explicou o coordenador do Procon Manaus, Rodrigo Guedes. O coordenador de fiscalização do Procon Amazonas, Pedro Malta, disse que comprar este tipo de produto pode gerar consequências. "Esse tipo de produto é passivo de dar defeito, leva um risco à saúde, uma tomada estourar, explodir. É um produto que ele tem um defeito possível na fabricação dele", explicou. Ainda durante as fiscalizações, a equipe da Decon também autuou os proprietários das lojas, que vão responder por crimes contra as relações de consumo e contrabando de produtos falsificados. Os responsáveis têm dez dias para apresentar a defesa aos órgãos competentes. O titular da especializada alerta que, ao optar por produtos clandestinos, o consumidor abre mão da garantia do produto e dos direitos do Código Brasileiro de Defesa do Consumidor (CDC), pois o mercado informal não é regulado pelo código e o material pode apresentar riscos para a saúde, por não passar por inspeção. FOTOS: ERLON RODRIGUES/PC-AM CONTATOS: Assessoria de Comunicação daSecretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM): Tabajara Moreno (3652-2022,99210-8956) e Jhemisson Marinho (98274-1234). E-mail: assessoriasspam@gmail.com e Assessoriade Comunicação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM): Lana Honorato (99317-9840,99962-2358 corporativo, 3214-2250 e 3214-2262.

©2019 Portal de Notícias@.com / Por Adauto Silva

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