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Mãe e Vó: A dor de perder a filha e a neta

O sepultamento de Valdizia de Lima Praia, 28, e filha, mortas pós procedimento de parto, quando a mãe, segundo boletim médico foi acometida de eclampsia, serão sepultados no fim da tarde deste sábado no Cemitério de Manacapuru, localizado no km 07 da estrada AM 352. Mãe e filha estão sendo veladas na Igreja Bom Pastor no Bairro de Aparecida, próximo à Delegacia Regional de Manacapuru. Após a morte de Val, como eram conhecida e de sua bebê, a família das vítimas acusou o hospital Lázaro Reis pela demora no procedimento de encaminhamento da parturiente para tratamento em Manaus.

A Mãe e Avó das vítima falou sobre a perda da filha e neta:

"Fui super bem atendida na Ana Braga, que fizeram de tudo para salvar minha filha, mas a demora para o atendimento comprometeu o procedimento, lá falaram ainda que o médico poderia ter optado pelo parto cesário aqui em Manacapuru, antes de encaminha-la, essa é uma dor muito grande que não se explica".

Já a irmão de Val desabafou: “Ela sofreu várias convulsões no Hospital daqui e nada dos médicos tomarem alguma solução, enquanto um médico queria encaminhá-la para Manaus, outro médico não queria e ficaram nesse impasse até a noite, quando minha irmã piorou aí levaram ela para Manaus, aqui nem sequer examinaram como estava a criança, só foram descobrir que a bebê estava morta na maternidade em Manaus”. Disse Valcimara Praia, irmã da vítima. Em Nota a direção do Hospital se pronunciou sobre o ocorrido ESCLARECIMENTO A Direção do Hospital Lázaro Reis vem a público esclarecer sobre o ocorrido com a paciente Valdizia de Lima Praia que veio a óbito em Manaus. Informamos que a paciente deu entrada na unidade hospitalar, procedente de uma UBS onde aguardava consulta, apresentando picos hipertensivos. A paciente assim que chegou ao Hospital foi avaliada e internada para estabilização de quadro hipertensivo com DOENÇA HIPERTENSIVA EM GRÁVIDA GRAVE e neste quadro a paciente não poderia ser removida, haja visto o seu estado descompensado. Infelizmente a doença que a paciente apresentou, que é conhecida como doença hipertensiva da gravidez, é justamente onde o corpo da mulher grávida rejeita a criança e é agravada devido as convulsões. Prontamente detectado o estado de gravidade da paciente, foram realizados os procedimentos de estabilização da mesma e foi solicitado a regulação de um leito de UTI na capital através do Sistema de Regulação Estadual, onde o mesmo foi criado pela SUSAM, que restringe os municípios de encaminhar pacientes aos hospitais em Manaus sem que os devidos leitos estejam liberados pelo sistema. Durante todo o tempo em que a paciente aguardava a sua transferência, a mesma teve toda a assistência prestada pela equipe médica e de enfermagem, sendo transferida para a capital acompanhada de um médico, a partir do momento em que houve a liberação da entrada, pela emergência da Maternidade Ana Braga. Nos solidarizamos com a dor da família neste momento de perda, ressaltando que tudo o que estava ao alcance da equipe médica do Hospital Lázaro Reis, foi realizado para salvar as vidas da mãe e de seu filho. Informamos ainda, que a família tem todo o direito de acesso ao prontuário da paciente, onde consta toda a assistência prestada pela equipe desta unidade hospitalar até o momento da sua transferência para Manaus.

©2019 Portal de Notícias@.com / Por Adauto Silva

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