Buscar
  • adautossilva

Mãe e filha mortas: família reclama demora no atendimento especializado

Comoção e revolta, é assim que podemos resumir o velório de Valdizia de Lima Praia, 28, que estava grávida de oito meses e perdeu a bebê e em seguida não resisitu as complicações de um eclampis e também foi a obito. Segundo a família da jovem ela deu entrada no hospital de Manacapuru nesta quinta-feira, 09/01, com pressão alta, foi medicada e minutos depois começou a passar mal e foi transferida para Manaus, onde após complicações no parto, mãe e filha morreram na maternidade Ana Braga.

Mãe e filha estão sendo veladas na Igreja Bom Pastor no Bairro de Aparecida, próximo à Delegacia Regional de Manacapuru e o enterro deve acontecer na manhã deste sábado, 11/01

Valdizia que era comerciários apesar dos oito meses de gravidez trabalho normal na última quarta-feira e nesta quinta foi ao Posto de Saúde para realizar a consulta pré-natal e ao fazer o procedimento de triagem foi constatada que a jovem estava com pressão alta e lhe encaminharam para o Hospital Lazaro Reis, para atendimento médico.

A partir daí começaram as complicações, a grávida foi medicada e minutos depois começou a apresentar convulsões. Sem estabilizar o quadro clínico a parturiente foi encaminhada para tratamento na Maternidade Ana Braga, onde vieram a óbito mãe e filha na tarde desta sexta-feira. Atendimento na Capital Ao dar entrada na maternidade Ana Braga, Valdivia teve o quadro clínico identificado como eclampsia, nesta sesta-feira passou por cirurgia e após a retirada da criança, sem vida, a mãe continuou internada, mas de acordo boletim médico, seu estado de saúde era grave. Val como era conhecida teve o quadro clínico agravado e no fim da tarde veio a óbito.

Em reportagem ao site de Notícias 'NaHora' famílias das vítimas denunciaram que houve demora no encaminhamento médico da grávida, o que pode ter contribuído para a morte de mãe e filha. “Ela sofreu várias convulsões no Hospital daqui e nada dos médicos tomarem alguma solução, enquanto um médico queria encaminhá-la para Manaus, outro médico não queria e ficaram nesse impasse até a noite, quando minha irmã piorou aí levaram ela para Manaus, aqui nem sequer examinaram como estava a criança, só foram descobrir que a bebê estava morta na maternidade em Manaus”. Disse Valcimara Praia, irmã da vítima.

Familiares da jovem, que estava grávida do primeiro filho, dizem que vão procurar por justiça. “Nós queremos sim que justiça fosse feita, eles poderiam ter atendido minha irmã com era para ser, não ficar um jogando para o outro, vendo ela piorar para depois mandar ela para Manaus praticamente morta, nós vamos em busca de justiça para que outras pessoas não sofram o que a gente está sofrendo por conta de incompetência”. Disse a irmã. Nós procuramos a direção do Hospital Lazaro Reis, e fomos atendidos pela diretora Sônia Almeida e pelo médico obstetra Dr. Igor Rodas. De acordo com Sônia, não houve demora no atendimento da paciente. “Por volta das 14:40 ela deu entrada na maternidade, passou pelo acolhimento foi atendida pela enfermeira do plantão e logo após, o doutor Igor obstetra fez os procedimentos cabíveis”. Disse a diretora. Sobre a denúncia na demora para a remoção, Sônia disse foi gasto o tempo necessário apenas para estabilizar a paciente. “O tempo que ela ficou esperando essa remoção foi justamente para estabilizar o quadro dela, não se pode encaminhar nenhum paciente haja visto que ele não esteja estável... Foi entrado no sistema regulador, porque hoje todo e qualquer paciente de que der entrada no Hospital de Manacapuru e de qualquer município eles precisam ser regulados, enquanto Manaus não libera um leito, o paciente não pode sair de Manacapuru, então ela entrou no sistema e como houve a demora o Dr. Igor tomou a decisão de encaminha-la por vaga zero. O sistema liberou o leito as 20h e as 20:10h ela saiu da ambulância acompanhada por um médico”. Esclareceu. De acordo com o Dr. Igor Rodas, a paciente deu entrada no Hospital com pressão alta e todos os procedimentos necessários foram realizados. “Inicialmente foi tratado como um quadro que poderia ser tratado aqui no hospital já que não aparentemente nenhuma outra complicação. Na evolução a paciente começou a apresentar alguns estigmais que poderia indicar que a paciente teria um caso mais grave de doença hipertensiva, infelizmente nesse momento a paciente começou a ter as crises convulsivas e foi feita a medicação para controlar as crises convulsivas”. Disse Igor Em relação ao estado de saúde do bebê, o médico informou que ao dar entrada no Hospital os batimentos da criança estavam normais. “Infelizmente essa doença que ela apresentou, a doença hipertensiva da gravidez é uma doença que justamente o corpo da mulher tá rejeitando a criança, em casos graves a doença só controla depois que a gente tira a criança, depois que a gente faz um parto cesariano." Ressaltou Ainda segundo o médico, a falta das condições necessárias do Hospital de Manacapuru para manter uma criança prematura, foi um dos motivos para que ele tenha feito o encaminhamento para Manaus. Infelizmente pelo tempo de gestação dessa paciente, a criança estava muito prematura e aqui na unidade não tínhamos suporte para poder manter uma criança prematura dessa idade, então essa foi outra razão pela qual foi decidido o encaminhamento com vaga zero, porque eu era ciente do risco que estava correndo a criança, provavelmente tinha ter que sair porque o corpo da mãe com essa gravidade da doença com certeza estava rejeitando, então provavelmente no caminho a evolução fez com que o corpo da mãe tenha rejeitando e em algum momento fez com que a criança tenha vindo a óbito”. Disse

©2019 Portal de Notícias@.com / Por Adauto Silva

  • Ícone preto do Facebook
  • Ícone preto do Twitter
  • Ícone preto do Pinterest
  • Ícone preto do Instagram